A gestão de qualidade é um requisito muito importante para toda empresa que deseja se manter competitiva e se perpetuar no mercado. Ela é uma das principais forças para o aperfeiçoamento contínuo dos produtos e serviços e, consequentemente, para oferecer o melhor ao cliente, além de impactar colaboradores, fornecedores, investidores e parceiros.

O investimento em melhorias contínuas de processos, produtos e serviços traz consigo melhora de resultados. Quer saber mais sobre os benefícios de se aplicar uma boa gestão de qualidade? Siga conosco nessa leitura…

Como teve início a gestão de qualidade?

Assim como vimos a respeito da logística (confira nosso artigo falando desse tema), essa é outra área de grande relevância para a gestão empresarial.

A gestão de qualidade evoluiu, principalmente, durante a Segunda Guerra Mundial, intencionando corrigir erros dos produtos destinados aos combates. Depois de um tempo, passou a ser chamada de controle de qualidade e, hoje, tornou-se parte da gestão. O Japão foi o primeiro país a trabalhar com a área, chamada de Total Quality Management (TMS). Com o fim da guerra, na década de 40, o país investiu em gestão de qualidade para iniciar um processo de reconstrução por meio de suas indústrias. Desenvolveu um método de controle de qualidade que, ao contrário de detectar e eliminar peças defeituosas, procurava impedir a ocorrência dos defeitos.

Essa ferramenta chegou ao Brasil na década de 90, com o impulso da globalização os empresários começaram a investir em inovação, na busca por mais qualidade e competitividade em relação aos produtos importados. Nessa época, o país também começou a utilizar as normas ISO 9000 e o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade, criado pelo Governo Federal para auxiliar na questão da competitividade com produtos vindos de fora. Os estados foram criando seus próprios programas de qualidade e investindo cada vez mais na área.

O que é gestão de qualidade?

A gestão de qualidade é uma ferramenta estratégica que promove uma visão sistêmica de toda empresa e está alinhada a conceitos e práticas reconhecidos mundialmente. É a ação voltada para dirigir e controlar todos os processos organizacionais — finanças, contabilidade, gestão de pessoal, gestão de dados, entre outros — possibilitando a melhoria contínua de produtos e serviços.

Uma gerência focada na gestão de qualidade da produção e dos serviços dentro das empresas tem por objetivo atender às necessidades do consumidor e até mesmo superar suas expectativas. Mas para alcançar esse bom resultado, a corporação tem que empreender uma série de esforços para se capacitar e alcançar os padrões necessários.

Algumas das principais ferramentas

Existem diversas ferramentas ligadas à gestão de qualidade. Elas são utilizadas para mensurar, aplicar e demonstrar com facilidade os gargalos detectados nos processos produtivos ou de serviços, e aumentar o foco na qualidade. Cada uma conta com diferentes modelos de identificação de problemas, sendo capazes de definir os caminhos para se alcançar a qualidade. Abaixo citamos algumas delas:

  • PDCA (Plan-Do-Check-Act):  é uma das ferramentas mais usadas na gestão de qualidade, ajuda na elaboração, execução, monitoramento e aprimoramento contínuo de um processo. O Ciclo PDCA é muito simples, se adapta a qualquer segmento de atuação.
  • Análise SWOT: é uma ótima maneira de garantir que o desenvolvimento de futuros projetos para melhoria de desempenho esteja ligado aos objetivos estratégicos da empresa. Assim, essa ferramenta administrativa auxilia os gestores a enxergarem os elos e riscos que podem comprometer o negócio em médio ou longo prazo (falamos dela nesse post).
  • Diagrama de Pareto: é uma ferramenta em forma de gráfico utilizada para definir a principal causa dos problemas, determinando sua frequência no processo e possibilitando sua contenção de forma rápida e eficaz, para garantir um resultado mais consistente. Ele facilita a visualização e comparação de uma série de dados, ordenando os problemas dos maiores para os menores.
  • 5S: o objetivo é mobilizar, motivar e conscientizar toda a equipe para a qualidade total, por meio da organização e da disciplina no local de trabalho. A sigla deriva de 5 palavras japonesas: Seiri (classificação), Seiton (ordem), Seiso (limpeza), Seiketsu (higiene) e Shitsuke (disciplina).
  • Kaizen: trata-se de uma prática de ação contínua, pregando que nenhum dia deve terminar sem que tenha sido desenvolvida uma melhoria. É aplicado em situações urgentes.

Alguns dos benefícios da gestão de qualidade

A gestão da qualidade suporta todo o processo de melhoria contínua de produtos, bens e serviços, assim como o processo decisório de uma organização. O uso adequado dessas ferramentas incorre em diversos benefícios para as empresas e organizações, vejamos alguns:

  • Melhor desempenho empresarial
  • Satisfação do cliente
  • Consistência dos produtos
  • Implementação das melhores práticas
  • Produtividade
  • Aumento do desempenho financeiro
  • Melhoria da comunicação interna

Não é por acaso que milhares de empresas em todo o mundo — independentemente do porte ou segmento de atuação — utilizam como padrão a Norma ISO 9001, que disponibiliza um modelo de gestão de qualidade. Essa norma é tida como referência internacional. Ela orienta que os processos sejam estabelecidos de forma definida, com objetivos e indicadores, que levam à melhoria contínua. Assim, os gestores conseguem ser mais assertivos em suas ações, prevenindo erros e impulsionando acertos.

A gestão de qualidade funciona muito bem quando aliada à gestão de pessoas, garantindo que a implantação da norma alcance todos os níveis hierárquicos da empresa, ou seja, que todos estejam envolvidos. Líderes e alta administração exercem papel fundamental nesse caso, difundindo valores, estimulando mudança e assegurando o cumprimento dos novos padrões.

Como implementar?

Confira um exemplo de guia para implantação de um sistema de gestão de qualidade, definido pelo Sebrae:

  1. Planeje: defina objetivos para saber onde quer chegar e se planeje para atingir o que foi traçado.
  2. Envolva todos: todos os setores e níveis hierárquicos precisam estar envolvidos com a nova proposta. A comunicação entre todos precisa ser clara, bem como o treinamento, para que os funcionários e colaboradores se adequem ao novo padrão.
  3. Defina os produtos ou serviços que tem mais impacto no negócio: para negócios com linha de produtos diversa, talvez a melhor estratégia seja escolher aqueles que têm maior volume comercializado ou que geram mais faturamento para empresa.
  4. Indicadores a serem medidos: os indicadores precisam atender as demandas dos clientes. Eles podem envolver os produtos (grau brix, defeitos, calibre, maturação, podridão, etc) ou processos (temperatura da câmera fria, peso médio das caixas, preços de compra e venda, entre outros).
  5. Método de coleta de informações: é de extrema importância definir a frequência com que os dados serão coletados, bem como saber se será manual ou automatizada. Cada estratégia tem seus benefícios e características. As coletas mais frequentes geram resultados mais confiáveis, mas custam mais caro. A coleta manual requer mais funcionários, mais tempo e é menos segura, enquanto a automatizada facilita o fluxo de informações, aumenta a eficiência e a produtividade.
  6. Controle o desempenho dos indicadores: com os dados coletados, é preciso avaliá-los e acompanhá-los. Os sistemas de automação auxiliam nesse processo, pois atualizam e notificam as ocorrências de forma dinâmica, para que o profissional de gestão possa fazer os acompanhamentos.

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