O preço das Resinas Termoplásticas tiveram variações consideráveis, ao longo de 2018, devido a diversos fatores envolvendo economia e política. As incertezas geradas pela crise política em alguns países produtores de petróleo e os efeitos sobre suas cotações estimularam a elevação dos preços das resinas termoplásticas no mercado brasileiro.

Além disso, a valorização do dólar em relação ao real cooperou para que o aumento dos preços das resinas se desse quase que mensalmente, no decorrer do ano. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), em janeiro deste ano foi verificada uma elevação de mais de 20% nos preços das principais resinas utilizadas no país, frente ao mesmo período do ano passado.

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Os principais fatores para variação de preço

O impacto da elevação do preço do petróleo sobre as resinas termoplásticas depende de algumas variáveis. Com o clima de incerteza de suprimento, diante da instabilidade dos governos produtores de petróleo, os grandes consumidores da commodity começaram a aumentar seus estoques, o que impulsionou a  demanda no curto prazo. Com a forte demanda na Ásia, houve um agravamento da situação entre oferta e demanda a nível global que, nos dois primeiros meses do ano, estava bastante “apertado”.

A nafta, derivado do petróleo utilizado para a fabricação das principais matérias-primas das resinas no Brasil, acaba sofrendo o impacto desse aumento. Séries históricas mostram que quando o preço do barril do petróleo sobe em US$ 1, o preço da tonelada da nafta avança US$ 9 no exterior.

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Mas, vale lembrar que o repasse da elevação da nafta não ocorre de modo tão direto para o mercado brasileiro. Isso porque um acordo entre a Petrobras e a Braskem (a única consumidora de nafta do país) “amortece” esse efeito, incluindo em sua fórmula de preços a média móvel das cotações dos últimos três meses do produto no mercado internacional.

No começo deste ano, o dólar ocupou a pole das opções de investimento ao valorizar-se 16,96% sobre o real. Com esta disparada em curso da moeda norte-americana, a sequência de aumentos no barril de petróleo e seus reflexos sobre a nafta petroquímica instauraram, sob complemento da instabilidade econômica internacional e da recessão e incerteza política domésticas, a temporada de encarecimento das resinas no Brasil. Isso evidenciou um ambiente conturbado pela crise, também agravada pela greve dos caminhoneiros, para a realização do repasse dos acréscimos na matéria-prima pelo transformador para seus clientes.

O que esperar para o futuro?

O valor das resinas termoplásticas já não tem muito mais espaço para aumento, de acordo com a situação do cenário externo. A compra de estoques de petróleo enfraqueceu nos últimos tempos e as crises políticas já estão equacionadas nos preços do mercado.

A Abiplast estimou para 2018 um aumento anual esperado de 5% na produção de transformadores plásticos. No entanto, revisou sua projeção estimando crescimento de 2,5%, repetindo o desempenho do ano passado após os 20% de queda acumulada de 2014 a 2016. A expectativa é voltar a operar nos mesmos níveis de 2013 apenas em 2023.

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