Ao ouvir falar em Revolução Industrial, o mais comum é nos vir à mente o surgimento da máquina a vapor, no século XVII. Por isso, o termo Quarta Revolução Industrial pode gerar certa estranheza. Mas, na atualidade, ele é sinônimo de uma transformação radical de realidade.

Essa nova transformação acontece após três revoluções industriais históricas. A primeira, como mencionado acima, marcou o ritmo da produção manual para a mecanizada, entre 1760 e 1830. Logo após, por volta de 1850, veio a segunda grande transformação nas empresas, devido ao uso da eletricidade. A terceira, chamada de revolução digital, aconteceu em meados do século 20, com a chegada da eletrônica, da tecnologia da informação e das telecomunicações.

E o que temos hoje é a chegada da Quarta Revolução Industrial ou 4.0, expressão criada pelo alemão Klaus Schwab, diretor e fundador do Fórum Econômico Mundial (FEM) e autor do livro que leva o nome da nova revolução. Em suma, as principais características dessa transformação estão representadas pela junção de tecnologias e velocidade. E isso está causando impactos globais no âmbito social, econômico e político.

Segundo Schwab, a industrialização atingiu uma fase que “transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos”. Nas empresas, por exemplo, a transformação acontece desde a liderança — que deve estar sempre atualizada e responder rapidamente às mudanças. E vai até o cliente, que estará mais exigente e participante em relação aos produtos ou serviços oferecidos.

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No que consiste uma Revolução Industrial?

No entanto, mais do que a tecnologia, a Quarta Revolução Industrial consiste em mudanças abruptas e radicais de paradigmas, com a convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Envolve a união de tecnologias e a transição para novos sistemas. Sua extensão é muito mais ampla em velocidade, alcance e impacto.

Ao observar o mundo ao nosso redor, facilmente percebemos que estamos passando por um período de rápidas transformações. Isso porque a tecnologia está mudando nossas vidas de forma profunda. Especialistas dizem que essa revolução vai mudar substancialmente o mundo como o conhecemos hoje.

Além disso, o avanço das inovações tecnológicas mudará radicalmente os mercados e a maneira como se relacionam.

Mas, afinal, como a Quarta Revolução Industrial acontece na prática?

Impressora 3D

Essa revolução está sendo impulsionada por um leque de tecnologias como:

  • Robótica
  • Inteligência Artificial (IA)
  • Realidade aumentada
  • Big Data (análise de volumes massivos de dados)
  • Nanotecnologia
  • Impressão 3D
  • Biologia sintética
  • Internet das coisas (Internet of Things – IoT)

Algumas dessas inovações ainda estão engatinhando e, portanto, vemos apenas uma pequena parte de todo o seu potencial. Mas, a Indústria 4.0 não se define por cada uma dessas tecnologias isoladamente e sim pela convergência e sinergia entre elas.

Hoje, o mundo digital está em conexão com o mundo físico e também com o biológico. Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial de 2016, sete países são os pioneiros na quarta revolução industrial: Cingapura, Finlândia, Suécia, Noruega, Estados Unidos, Israel e Holanda.

O impacto na Indústria

Com as novas tecnologias, como inteligência artificial e automação, teremos mais agilidade no atendimento, produção e logística das indústrias, além de uma melhora significativa da priorização do tempo dos colaboradores.

A Quarta Revolução Industrial trará aumento da produtividade e benefícios  favoráveis no que diz respeito à saúde e segurança dos funcionários. Além disso, o gerenciamento de estoque poderá ser controlado com maior eficácia, em todos os níveis do processo de fabricação e também de entrega. Dessa forma, o controle dos resultados da empresa será mais fundamentado, substancial e garantido.

Também é possível que as fábricas cheguem à automatização total de seus processos, com robôs integrados a sistemas ciberfísicos. Esses sistemas são capazes de tomar decisões descentralizadas e de cooperar – entre eles e com humanos – mediante a Internet das Coisas.

Contudo, é preciso ressaltar que ainda existem muitas questões sociais e éticas sobre essas inovações. Isso porque a inteligência artificial e a robótica podem resultar em uma possível redução da quantidade de pessoas trabalhando na grande maioria das empresas.

Leia mais aqui sobre outras formas em que a Indústria tem sido impactada pela Transformação Digital.

Conclusão

Para continuar existindo, as empresas terão que se reinventar a todo momento nessa quarta revolução industrial. Isso, certamente, trará inúmeros benefícios a clientes e consumidores, que vale lembrar, estarão cada vez mais exigentes.

O trabalho braçal será reduzido drasticamente, dando espaço a funções que necessitam de conhecimento e habilidades em determinadas tecnologias. Os processos serão ainda mais acelerados – os fabricantes poderão realizar mais testes de seus produtos com as impressoras 3D, por exemplo – reduzindo gastos e tempo. E as novas tecnologias possibilitarão novas formas de mobilidade, comercialização, geração de valor e distribuição de oportunidades.

A partir disso, fica claro que a quarta revolução não está ligada apenas a tecnologia. A indústria 4.0 traz impactos que já são visíveis no nosso dia-a-dia e acontecem a uma velocidade sem precedentes. Cabe a cada empresa se adequar e se transformar junto ao mercado em que atua.

Este é um pequeno resumo do que é e quais tecnologias são os pilares desta grande revolução que está por vir.

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